Cloroquina… Funciona ou não??

No meio dessa pandemia da COVID, o número de mortes vai aumentando drasticamente e, muitos países ainda nem chegaram no pico da curva…

Pois eh Michelle, não tem como parar isso? Como curar os pacientes?

Infelizmente ainda nada comprovado cientificamente, nenhuma terapia eficaz para interromper a progressão da COVID

Mas… E a tal cloroquina, Michelle, todo mundo fala nela… ela serve ou não?

No tratamento da COVID, sua eficácia ainda não foi comprovada, por isso fala-se em estudo clínico ao se referir ao uso dela em humanos. Ela tem sido recomendada (off-label) apenas em casos severos envolvendo pneumonia provocada pelo SARS-CoV-2, sendo o uso extremamente monitorado no hospital.

Eita!!! Mas de onde tiraram que ela pode combater a COVID?

A cloroquina é uma droga já indicada oficialmente no tratamento da malária e de doenças reumatoides (artrite, lúpus). 

Ela também é conhecida por reduzir a replicação de alguns tipos de vírus, inclusive de alguns tipos de coronavirus, podendo assim, ser eficaz no combate ao COVID.

Ah… agora entendi de onde tiraram isso. E porque não podemos dar esse medicamento para todo mundo??

Primeiro porque a maioria não precisa e segundo porque a cloroquina não é isenta de riscos podendo causar arritmia cardíaca, convulsões, reações dermatológicas e hipoglicemia.

Oficialmente ela não foi aprovada e liberada para esse fim, por isso o uso é off-label. Assim, caso tenha mesmo efeito sobre a COVID, é necessária a realização dos estudos clínicos. Através deles, saberemos como esse medicamento deve ser indicado aos pacientes (dosagem correta, em que momento deve ser indicado, quais riscos representa na dosagem indicada, etc).

Michelle, da onde você tirou isso tudo???

De artigos científicos, que são fontes confiáveis de informação. Então pode confiar e saiba que o uso da cloroquina sem prescrição médica é grave, podendo causar taquicardia e morte! Diga Não a automedicação!

Ciência RARA

Estive dentro de um grande centro universitário (Universidade Federal de Juiz de Fora) durante 15 anos, lá fiz Graduação, Mestrado e Doutorado em Ciências Biológicas. Neste período, atuei ativamente em projetos de pesquisa envolvendo diversas subáreas da saúde como bioquímica, biologia celular, Imunologia, genética e Biotecnologia. Também tive a oportunidade de dar aulas e senti grande satisfação em poder compartilhar o conhecimento obtido. Com o surgimento de uma doença rara, a Paraparesia espástica hereditária, tive que diminuir meu ritmo e ressignificar minha vida! Dessa maneira, surgiu o Ciência RARA, onde tenho a oportunidade de ajudar as famílias acometidas com doenças raras a entender um pouquinho sobre os termos científicos que invadiram suas vidas!

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