Dominante ou Recessivo ??

Na última conversa, vimos que temos duas copias de cada gene no nosso organismo. E que quando as duas são iguais é homozigoto, quando são diferentes é heterozigoto.

Sim, Michelle!!! E você ficou de me explicar quem prevalece na heterozigose ?!?

Vamos lá, cada cópia vai ser chamado de alelo, ok? O alelo pode ser Dominante ou Recessivo…

Falamos em alelo dominante, quando ele se expressa independente do seu par (AA ou Aa), e ainda atua bloqueando sua expressão. Já o alelo recessivo só vai ser expresso se o dominante estiver ausente (aa).

Ah, legal!!! Agora eu entendi Michelle!

Pois é, mas biologia não é matemática onde dois mais dois são quatro. Aqui as coisas tendem a se complicar um pouco.

Alguns genes apresentam alelos que podem ser expressos em combinação e assim podemos ter dominância incompleta ou codominância.

Na dominância incompleta o heterozigoto tem características intermediárias, e o caso mais fácil de observarmos é das flores da planta boca de leão. Plantas ‘AA’ produzem flores vermelhas, enquanto as plantas ‘aa’ tem flores brancas. Assim, na planta heterozigota ‘Aa’, a flor vai ser rosa, já que a cor da flor tem dominância incompleta.

Ah Michelle, bacana, mas é em humanos??

Em humanos, temos o caso da acondroplasia, que é um distúrbio esquelético causado por mutação (gene FGFR3) que em heterozigose causa o desenvolvimento de membros curtos e cabeça maior. 

Na codominância, a característica de ambos os alelos está presente, um exemplo é observado nos grupos sanguíneos do sistema MN, menos famosos que o sistema ABO, mas igualmente importante. Nele o tipo sanguíneo é determinado de acordo com um marcador presente na superfície das hemácias. Indivíduos LM LM possuem marcadores do tipo M, pessoas LN LN tem marcador ‘N’, já os heterozigotos possuem ambos os marcadores o ‘N’ e o ‘M’.

Sei que o sistema ABO está envolvido na compatibilidade para doação de sangue, e o sistema MN, para que serve?

Vamos conversar sobre isso em outro momento, ok?

Ciência RARA

Estive dentro de um grande centro universitário (Universidade Federal de Juiz de Fora) durante 15 anos, lá fiz Graduação, Mestrado e Doutorado em Ciências Biológicas. Neste período, atuei ativamente em projetos de pesquisa envolvendo diversas subáreas da saúde como bioquímica, biologia celular, Imunologia, genética e Biotecnologia. Também tive a oportunidade de dar aulas e senti grande satisfação em poder compartilhar o conhecimento obtido. Com o surgimento de uma doença rara, a Paraparesia espástica hereditária, tive que diminuir meu ritmo e ressignificar minha vida! Dessa maneira, surgiu o Ciência RARA, onde tenho a oportunidade de ajudar as famílias acometidas com doenças raras a entender um pouquinho sobre os termos científicos que invadiram suas vidas!

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