Transfusão de plasma para tratar a COVID-19??

Na última conversa, citamos a cloroquina, um dos fármacos que vêm sendo avaliados em testes clínicos na tentativa de se descobrir uma maneira de parar a progressão da COVID-19, mas até agora nada se tem de concreto.

Eh, você falou. Mas tem também um tal de plasma, é outro medicamento??

Não! O plasma é a parte líquida do sangue, e é composto basicamente de sais minerais, gases e proteínas dissolvidas em água.

Michelle, e o que isso vai ajudar no combate a COVID-19 se todo mundo tem plasma?

Pois é, o grande segredo do plasma das pessoas que se curaram da COVID-19 está em um grupo especial de proteínas, chamado anticorpo!

Ixi, lá vai você complicar!!! Quem é esse anticorpo?

Os anticorpos são proteínas que atuam na defesa do nosso organismo, eles são como o exército de um país! E cada indivíduo é capaz de produzir anticorpos contra diferentes doenças! Como no exército, temos os paraquedistas, os atiradores de elite… várias são as especialidades.

Nossa!! Que legal!

Assim, quando transferimos plasma de um indivíduo que se curou recentemente da COVID-19 para um que está em estado grave, na verdade estamos transferindo para ele um exército especializado no combate ao SARS-CoV-2!!!

Ah, então agora ninguém mais vai morrer!!! Acharam a cura, é só fazer essa tal de transfusão!

Calma… Ela não é eficaz em 100% dos casos, mas é uma ótima estratégia.

E quem vai poder doar? Como faz?

São potenciais doadores as pessoas que acabaram de se recuperar do COVID-19, elas terão seu sangue coletado e o plasma será obtido a partir deste.

Em seguida, o plasma será analisado, pois nem todo mundo que pegou a doença é capaz de produzir quantidade de anticorpo suficiente para parar a progressão da doença em outro paciente.

Hm… mas porque, Michelle???

Em outra conversa abordaremos melhor isso, ok?

Ciência RARA

Estive dentro de um grande centro universitário (Universidade Federal de Juiz de Fora) durante 15 anos, lá fiz Graduação, Mestrado e Doutorado em Ciências Biológicas. Neste período, atuei ativamente em projetos de pesquisa envolvendo diversas subáreas da saúde como bioquímica, biologia celular, Imunologia, genética e Biotecnologia. Também tive a oportunidade de dar aulas e senti grande satisfação em poder compartilhar o conhecimento obtido. Com o surgimento de uma doença rara, a Paraparesia espástica hereditária, tive que diminuir meu ritmo e ressignificar minha vida! Dessa maneira, surgiu o Ciência RARA, onde tenho a oportunidade de ajudar as famílias acometidas com doenças raras a entender um pouquinho sobre os termos científicos que invadiram suas vidas!

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