Compatibilidade em Transplantes

Em algumas doenças, o tratamento mais indicado é o transplante, seja ele de tecidos ou de órgãos. E para que um transplante possa ser realizado o receptor precisa ser compatível com o doador.

Ei Michelle, peraí, explica isso direito!?

Claro, o transplante é a substituição de células, tecidos ou órgãos doentes por outros funcionalmente saudáveis.

Ah, isso eu sei, mas e o lance da compatibilidade?

Bom, nosso organismo tem um mecanismo para reconhecer tudo que é próprio, ou seja, cada célula tem identificações que variam de indivíduo para indivíduo. Essas identificações ficam na membrana que delimita as células.

Assim, se nosso organismo detecta alguma célula que não possui o código de identificação, ele entende que ela deve ser eliminada. É um sistema de defesa, que compõe nosso sistema imunológico, não é meu, vou eliminar.

Desta maneira, quando faz-se o transplante deve-se assegurar que a compatibilidade sanguínea e imunogenética entre receptor e doador é adequada. Ou seja, que os códigos de identificação de doador e receptor sejam o mais parecido possível.

Esse código de identificação é chamado de HLA (Human Leucocyte Antigen), sendo composto por fatores de histocompatibilidade (compatibilidade de tecidos). As informações para a expressão desses fatores estão contidas em genes localizados no cromossomo 6.

A análise de compatibilidade é realizada em testes laboratoriais específicos, a partir das amostras de sangue do doador e do receptor. Quanto maior é a compatibilidade, maior é a possibilidade de não haver rejeição ao transplante!

Rejeição?? Como assim, Michelle?

É quando o Sistema imunológico do doador ataca a célula/tecido/órgão transplantado, por entender que ele é intruso ao organismo e não tem código de identificação próprio.

E não há uma maneira de evitar essa rejeição??

Após os transplantes, os receptores passam a tomar medicamentos chamados imunossupressores por toda a vida. Esses medicamentos diminuem a rejeição ao suprimir a resposta imunológica do receptor, diminuindo assim, o ataque ao “invasor”.

Hm.. entendi! Você tinha citado a doação de medula… como seria? Medula é um órgão??

Vamos deixar esta conversa para próxima neh?!

Ciência RARA

Estive dentro de um grande centro universitário (Universidade Federal de Juiz de Fora) durante 15 anos, lá fiz Graduação, Mestrado e Doutorado em Ciências Biológicas. Neste período, atuei ativamente em projetos de pesquisa envolvendo diversas subáreas da saúde como bioquímica, biologia celular, Imunologia, genética e Biotecnologia. Também tive a oportunidade de dar aulas e senti grande satisfação em poder compartilhar o conhecimento obtido. Com o surgimento de uma doença rara, a Paraparesia espástica hereditária, tive que diminuir meu ritmo e ressignificar minha vida! Dessa maneira, surgiu o Ciência RARA, onde tenho a oportunidade de ajudar as famílias acometidas com doenças raras a entender um pouquinho sobre os termos científicos que invadiram suas vidas!

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