{"id":13799,"date":"2024-02-19T14:28:22","date_gmt":"2024-02-19T17:28:22","guid":{"rendered":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/?p=13799"},"modified":"2024-02-19T14:28:23","modified_gmt":"2024-02-19T17:28:23","slug":"erica-fernanda-e-uma-vida-marcada-por-muitas-batalhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/erica-fernanda-e-uma-vida-marcada-por-muitas-batalhas\/","title":{"rendered":"\u00c9rica Fernanda e uma vida marcada por muitas batalhas"},"content":{"rendered":"\n<p>Eu sou a \u00c9rica Fernanda, tenho 41 anos, filha, irm\u00e3, prima e namorada. Formada em Enfermagem, mas concursada como Analista Ambiental do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e, hoje, aposentada por invalidez.<br><br>Minha luta come\u00e7ou aos 09 anos com o diagn\u00f3stico de PTI (passei 10 anos tratando com altas doses de vitamina C e corticoide. Aos 19 anos comecei a sentir uma dor muito forte na regi\u00e3o lombar esquerda e v\u00f4mitos intensos em um dia comum e, ap\u00f3s um dia de peregrina\u00e7\u00e3o em consult\u00f3rios, decidimos procurar uma emerg\u00eancia. fiquei internada duas semanas entre exames e UTI &#8211; pois tamb\u00e9m perdi a consci\u00eancia e convulsionei, e sa\u00ed com um cat\u00e9ter no ureter esquerdo para &#8220;quebrar&#8221; os c\u00e1lculos renais e a indica\u00e7\u00e3o da cirurgia de retirada da ves\u00edcula tamb\u00e9m por c\u00e1lculos. <\/p>\n\n\n\n<p>No dia 02\/02\/2000 passei 5h30min no bloco cir\u00fargico para me submeter \u00e0 esplenectomia, j\u00e1 que meu corpo n\u00e3o respondia mais \u00e0s medica\u00e7\u00f5es, \u00e0 colecistectomia (retirada da ves\u00edcula) e \u00e0 retirada do cat\u00e9ter introduzido no m\u00eas de novembro\/99.<br><br>No dia seguinte \u00e0 cirurgia, as minhas plaquetas normalizaram de tal forma que, tive dengue anos mais tarde e elas n\u00e3o ca\u00edram e assim seguem at\u00e9 hoje. <br><br>.Em 2004, retirei um tumor benigno no ov\u00e1rio esquerdo e cauterizei focos de endometriose.<br><br>Os anos se passaram e as plaquetas sendo acompanhadas sem apresentar altera\u00e7\u00e3o (na verdade, j\u00e1 cheguei at\u00e9 a tomar anticoagulantes porque estavam altas demais e chegaram a formar trombos).<br><br>*entre 2002 e 2003 tive depress\u00e3o severa, mas, me recuperei.<br>Em 2013, desenvolvi s\u00edndrome do p\u00e2nico e transtorno de ansiedade.<br>Em novembro de 2014 fui morar em Bras\u00edlia, sozinha, para trabalhar, a ansiedade e o p\u00e2nico pioraram e me levaram \u00e0 obesidade.<br><br>Em 2017, com 100Kg, pr\u00e9-diab\u00e9tica, com quadro de fibromialgia e apneia do sono grau II foi indicado que eu me submetesse a uma cirurgia bari\u00e1trica.<br><br>Ap\u00f3s 15 dias da cirurgia, realizada em Bras\u00edlia, fui liberada para concluir o p\u00f3s-operat\u00f3rio em Pernambuco (ao lado da fam\u00edlia). No dia seguinte \u00e0 minha chegada, comecei a sentir muita n\u00e1usea e dor abdominal, fiz endoscopia e n\u00e3o haviam altera\u00e7\u00f5es, mas a dor se intensificou;<br><br>Fui internada numa cidade pr\u00f3xima a que minha fam\u00edlia morava e passei alguns dias investigando e recebendo analg\u00e9sicos, mas, nada resolutivo at\u00e9 que, ap\u00f3s mais duas endoscopias, perdi a vis\u00e3o e resolveram me transferir para a capital; convulsionei e a transfer\u00eancia s\u00f3 ocorreu no dia seguinte.<br><br>Passei 52 dias hospitalizada entre apto e UTI, pois foi constatado um AVC (perdi a mem\u00f3ria, a vis\u00e3o, o equil\u00edbrio motor, n\u00e3o deglutia e falava com dificuldade).<br><br>Tive alta no dia 26\/08\/2017 (a cirurgia tinha acontecido em 31\/05) ainda sem diagn\u00f3stico (o AVC foi consequ\u00eancia, e n\u00e3o, causa). Em novembro, a not\u00edcia: Granulomatose de Wegener.<br>Iniciei o primeiro tratamento medicamentoso em casa, no in\u00edcio de 2018 fiz 3 sess\u00f5es de pulsoterapia e mantive o tratamento domiciliar, sem sucesso.<br><br>Em dezembro de 2018, o m\u00e9dico que me acompanhava n\u00e3o p\u00f4de atender e consegui atendimento com outro que mudou minha vida.<br><br>Em janeiro de 2019 iniciei um novo e eficiente tratamento medicamentoso, tamb\u00e9m em domic\u00edlio, fazendo exames a casa tr\u00eas meses e, nesse intervalo, se necess\u00e1rio, conversando com o m\u00e9dico via whatsapp. Esse tratamento durou dois anos e, j\u00e1 estou h\u00e1 quase dois anos sem medica\u00e7\u00e3o e com a doen\u00e7a inativa.<br>*s\u00f3 um observa\u00e7\u00e3o: ap\u00f3s um ano de adoecimento, voltei a recobrar a mem\u00f3ria e a vis\u00e3o evoluiu (mesmo assim, n\u00e3o a recuperei 100%, pois o campo da vis\u00e3o ficou comprometido; estabilizou e fa\u00e7o acompanhamento semestral), ainda fa\u00e7o fisioterapia, pois o equil\u00edbrio tamb\u00e9m n\u00e3o se restabeleceu por completo e ainda n\u00e3o escrevo).<br><br>Em agosto de 2021 comecei a apresentar dores abdominais intensas e o m\u00e9dico iniciou nova investiga\u00e7\u00e3o; exames laboratoriais, endoscopia e USG abdominal sem altera\u00e7\u00f5es. Em novembro, o mesmo estava em um curso na Europa, viu um caso semelhante ao meu, entrou em contato, pediu um exame gen\u00e9tico e descobriu mais um diagn\u00f3stico: Febre Familiar do Mediterr\u00e2neo.<br><br>Em fevereiro de 2022 iniciei novo tratamento, mas, infelizmente, as dores oscilaram e n\u00e3o cessaram; foram feitas novas investiga\u00e7\u00f5es, consultei tamb\u00e9m um gastroenterologista e, em agosto *2022), como \u00faltima tentativa e, ap\u00f3s fazer analg\u00e9sicos a cada 6h, ficou decidido suspender a medica\u00e7\u00e3o e, a dor cessou.<br><br>Em outubro, repetirei os exames para ver como a doen\u00e7a est\u00e1 e decidir o pr\u00f3ximo passo.<br>Seguimos\u2026<br><br>\u00c9 isso! Espero ter contribu\u00eddo e, se algo n\u00e3o ficou claro, encontro-me \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"960\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM-960x1280.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13800\" srcset=\"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM.jpeg 960w, https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM-768x1024.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu sou a \u00c9rica Fernanda, tenho 41 anos, filha, irm\u00e3,&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/erica-fernanda-e-uma-vida-marcada-por-muitas-batalhas\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":13800,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[256],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM.jpeg",960,1280,false],"thumbnail":["https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM-300x300.jpeg",300,300,true],"medium_large":["https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM-768x1024.jpeg",768,1024,true],"large":["https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM-960x1280.jpeg",768,1024,true],"1536x1536":["https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM-960x1280.jpeg",960,1280,true],"2048x2048":["https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM-960x1280.jpeg",960,1280,true],"ultp_layout_landscape_large":["https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM-960x640.jpeg",960,640,true],"ultp_layout_landscape":["https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM-870x570.jpeg",870,570,true],"ultp_layout_portrait":["https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM-600x900.jpeg",600,900,true],"ultp_layout_square":["https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-19-at-9.26.22-AM-600x600.jpeg",600,600,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"Conte Sua Hist\u00f3ria","author_link":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/author\/contesuahistoria\/"},"uagb_comment_info":4,"uagb_excerpt":"Eu sou a \u00c9rica Fernanda, tenho 41 anos, filha, irm\u00e3,&hellip; Leia mais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13799"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13799"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13799\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13801,"href":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13799\/revisions\/13801"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13800"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vidasraras.org.br\/sitewp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}